Construir a Greve Geral por tempo indeterminado, uma tarefa da classe trabalhadora

09/12/2017 22:35

A confusão da burocracia da centrais sindicais

As centrais sindicais espalharam a confusão ao cancelarem, no dia 01/12, a greve geral que aconteceria no dia 5/12 contra a Reforma da Previdência. A greve que foi convocada a partir do princípio de uma possível votação da mesma no Congresso no dia 6/12. A justificativa de sua suspensão pelas centrais foi a “retirada” da proposta da pauta de votação no dia 6.

Recebida com muito espanto por parte da militância que se preparava para as atividades, a decisão das centrais gerou desconforto dentro do movimento.

A CUT, a maior central do Brasil, em sua nota diz que o movimento sindical decidiu pela paralisação em caso de votação, como não haveria votação, suspendeu o movimento, mas mantinha o “estado de alerta” com a palavra de ordem: “se botar pra votar, o Brasil vai parar”.

Infelizmente essa palavra de ordem equivocada surgiu no Congresso Extraordinário da CUT, realizado na última semana de agosto de 2017. Um erro que leva a atitudes confusas como essas do cancelamento da greve geral que já havia sido convocada. Na atual conjuntura, o congresso da central deveria ter aprovado um plano de lutas com a datas definidas para as próximas greves gerais como construção de uma greve geral por tempo indeterminado, para derrotar e derrubar esse governo golpistas e seus aliados no Congresso Nacional.

Sabemos também que a decisão de cancelamento da greve do dia 5/12 não foi unanimidade entre as centrais. Porém, a maioria das centrais defenderam e aprovaram o cancelamento da greve. Não podemos deixar que essa confusão sirva para dividir as centrais sindicais e desmobilizar a classe trabalhadora.

Em uma situação extremamente difícil, com um governo golpista que ataca as liberdades democráticas e os direitos dos trabalhadores, as greves não podem ser apenas pontuais como está fazendo a maioria das centrais sindicais. As greves devem fazer parte do movimento de resistência da classe trabalhadora com o objetivo claro de derrotar e derrubar o governo golpista de Temer. Infelizmente as direções das centrais, inclusive a CUT, maior central da América Latina, não vêm dessa forma e tratam a greve geral como uma luta pontual, no caso, contra a reforma da Previdência, como foi contra a reforma trabalhista. Esse tipo de entendimento levará a classe trabalhadora a sucessivas derrotas e não ajudará a derrubar o governo golpista.

Vivemos um momento complicado, em que se instala um Estado de exceção. Reitores e ex-reitores de universidades presos coercitivamente, militantes sofrendo todo tipo de perseguição e violência, movimentos sociais atacados duramente pela polícia, sedes de partidos, sindicatos e organizações sociais invadidas pela polícia. As direções das centrais cometeram um erro que pode custar muito caro a todos trabalhadores.

Comando de Greve Unificado

Para evitarmos que situações como essa se repitam, a classe trabalhadora precisa constituir um Comando de Greve Unificado, em nível regional, estadual e nacional. Esses comandos de greve serão constituídos por militantes eleitos nas bases. Assim nos libertamos das burocracias das centrais e construiremos a greve geral por tempo indeterminado a partir das bases, para derrotar e derrubar de uma vez por todas o governo golpista de Michel Temer e todos seus aliados no Congresso Nacional.

  • Nenhum direito a menos!
  • Pela revogação da Reforma Trabalhista!
  • Não à Reforma da Previdência!
  • Fora Temer! Fora golpistas!
  • Construir a Greve Geral por tempo indeterminado!
  • Constituição do Comando de Greve Unificado!
  • Todo poder ao povo!