CONSTRUIR A GREVE GERAL!

04/05/2015 19:05

No ato do dia 1º de maio, o presidente da CUT, Vagner Freitas, anunciou o dia de PARALISAÇÃO NACIONAL, que será no dia 29 de maio. Segundo Vagner Freitas, trata-se de uma preparação para a GREVE GERAL, cuja data depende da aprovação ou não do PL 4330 no Senado.

GREVE GERAL tem como objetivo principal barrar o PL 4330, que permite uma terceirização indiscriminada e sem responsabilidade solidária da empresa contratante, podendo ser aplicada também na Administração Pública direta e indireta.

Mas não é só isso. Temos uma pauta a ser atendida, na qual as lideranças sindicais presentes destacaram as MPs 664 e 665, que retira direitos da classe trabalhadora; a luta contra o ajuste fiscal; a defesa da Petrobrás e a luta contra a corrupção.

Segundo Vagner Freitas, “... essa luta não é contra ou a favor de governo ou partido político, é contra a retirada de direitos e a agenda conservadora”. Esse é o momento certo para a unidade da classe trabalhadora. Essa data foi construída juntamente com a CTB, a Intersindical, o MST e o MTST.

Mais do que nunca temos a obrigação de construirmos a unidade e a mobilização para a PARALISAÇÃO NACIONAL do dia 29 de maio, conscientizando a classe trabalhadora que se trata de mais um passo na construção da GREVE GERAL.

Essa GREVE GERAL é mais do que necessária para enfrentar o governo Dilma e o Congresso ultraconservador, exigindo uma política que atenda aos interesses da classe trabalhadora.

Revogação das MPs 664 e 665.

As MPs 664 e 665 que retiram direitos, principalmente em relação ao seguro desemprego e à pensão devido a morte do cônjuge, foi editada pelo governo Dilma no dia 28 de dezembro de 2014, praticamente na virada do ano, quando todos comemoravam. Foi um verdadeiro golpe contra a classe trabalhadora. Trata-se de uma reforma da previdência feita na calada da noite e, o que é pior, na forma de Medidas Provisórias, não dando chance ao Congresso e à classe trabalhadora de se manifestarem.  

O governo Dilma tem que revogar as MPs 664 e 665!

Barrar o PL 4330, da terceirização.

É necessário e urgente, barrar o PL 4330. Esse PL já foi aprovado na Câmara dos Deputados, sob a batuta de Eduardo Cunha (PMDB). Agora vai ser debatido e votado no Senado, sob o comando de Renan Calheiros (PMDB). Por mais que se altere esse projeto de lei, ele é nefasto. Não precisamos de regulamentação da terceirização como defende o deputado “Paulinho da Força Sindical”. Precisamos que o governo revogue a lei que permite a terceirização, que é uma herança do governo FHC, que o governo do PT aceitou.

O governo Dilma tem que VETAR o PL 4330, que regulamenta e expande a terceirização.

Contra o Ajuste Fiscal.

Temos que colocar na ordem do dia a luta contra o “ajuste fiscal”, que na verdade trata de mais um arrocho para cima da classe trabalhadora. Precisamos de um ajuste fiscal de verdade, que taxe as grandes fortunas. Os trabalhadores já pagam exageradamente pelos impostos, enquanto a burguesia sonega cada vez mais.

Por uma Petrobras 100% estatal e sob o controle dos trabalhadores.

A burguesia e o imperialismo estão loucos para colocarem suas garras afiadas na Petrobras e buscam a todo custo desqualificar a empresa, fazendo com que o preço das ações caia cada vez mais facilitando assim a privatização da parte ainda estatal.

Defendemos uma Petrobras 100% estatal e sob o controle dos trabalhadores. Assim garantiremos uma administração firme, que conduza a Petrobras ao crescimento e que seus lucros sejam revertidos para a Educação e Saúde do povo brasileiro.

Contra a corrupção.                                      

O cerne da corrupção no estado burguês está nas campanhas eleitorais. Ficou claro para todos nós que ali está o início de todo o processo da corrupção. As empresas investem milhões nas campanhas dos candidatos e depois recolhem o investimento com seus lucros enormes em licitações e outras “maracutaias” durante pelo menos 4 anos.

Para por um fim na corrupção temos que acabar com as contribuições do setor privado nas campanhas eleitorais, tendo inclusive um limite de gastos nas campanhas.