Contra a reforma trabalhista de Temer - GREVE GERAL

27/01/2017 16:33

Já está claro para todos que a reforma trabalhista do governo golpista de Michel Temer trata-se de um ataque sem precedentes contra a classe trabalhadora. É exatamente o significado do “pato da Fiesp” nas manifestações “Fora Dilma”.

Direitos e conquistas de décadas de luta da classe trabalhadora serão jogados na lata de lixo, a CLT não servirá para mais nada a não ser como fonte histórica. Será a desregulamentação completa de toda a relação trabalhista, o que sempre foi o sonho dos patrões.

O secretário geral da CUT Sérgio Nobre deixou isso bem claro ao afirmar que "A reforma trabalhista pretendida pelo governo Temer é, na essência, aprovar a ampliação da terceirização, inclusive para atividades-fim, ‘desregulamentar tudo’, resume o secretário-geral da CUT, Sérgio Nobre. ‘O que o Brasil precisa não é reforma da legislação, mas de um sistema nacional de negociação’, afirmou, durante debate nesta terça-feira (24), organizado pela Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT. ‘Nós achamos que não é para valer’, acrescentou, referindo-se à disposição do Executivo em negociar. ‘A índole do governo Temer não é de modernizar, é de desmonte’."  (http://cut.org.br/noticias/para-dirigente-reforma-trabalhista-de-temer-e-liberar-terceirizacao-97f4/)

Para o secretário geral da CUT o PL 6.787, da reforma trabalhista é um "boi de piranha" para que sejam aprovadas outras mudanças realmente pretendidas. Mas essa visão parece um tanto quanto minimizadora, uma vez que o PL da terceirização já foi aprovado na Câmara (PL 4.330) e há outro projeto (PL 4.3020), que é pior ainda e que estava parado desde 1998 e após o golpe foi retomado pela base do governo golpista.

Porém, nem mesmo o golpe faz com que o secretário tenha uma consciência maior e faça uma avaliação correta sobre a relação da CUT com o governo petista. Ele insiste e afirmar que Programa de Proteção ao Emprego (PPE), que foi gerado no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC é positivo e fazia parte de um novo modelo de contratação. Na verdade é um projeto pernicioso e vai na contramão de uma das reivindicações da classe trabalhadora que é a redução da jornada de trabalho sem redução dos salários. Esse projeto leva ao acordo da redução da jornada de trabalho COM redução dos salários, abrindo uma grande brecha na legislação e colocando o trabalhador entre a "cruz e a espada", ou aceita a redução ou será demitido.

O secretário lembrou ainda que as centrais estão discutindo uma agenda de mobilização com paralisações para a segunda quinzena de março.

As centrais precisam lançar imediatamente a convocação para a greve geral e dar uma “sacudida” em suas bases, cujos dirigentes ainda não entenderam que se não fizerem nada agora para barrar a continuidade do golpe, não terão mais nada a negociarem.

 

CONTRA A REFORMA TRABALHISTA!

GREVE GERAL!

OCUPA TUDO!

TODO PODER AO POVO!