Governo Dilma (PT), contradizendo seu discurso de campanha, privatiza o pré-sal.

26/10/2013 22:58

 

Na campanha eleitoral, em 2010, a candidata Dilma afirmou com veemência que “é um crime privatizar a Petrobrás e o pré-sal. Isso seria um crime contra o Brasil, porque o pré-sal é o nosso grande passaporte para o futuro.”

Foi dessa forma que a candidatura de Dilma (PT) se diferenciou da candidatura de Serra (PSDB). Era a disputa entre os tucanos privatistas e os petistas não privatistas. Essa foi uma das promessas importantes para ganhar a classe trabalhadora e sua maior organização, a CUT e seus sindicatos, para acolher a luta para si e jogar força  na candidatura de Dilma, que assim venceu as eleições.

Porém, como vimos no decorrer desse governo, a privatização é uma constante em seu “cardápio”. Vimos as privatizações dos aeroportos, dos portos, das rodovias e agora do pré-sal, mais especificamente do poço de libra.

Apesar das tentativas de descaracterizar as privatizações com nomes diferenciados como concessões e partilha, sabemos que no cerne do programa é a mesma coisa, ou seja, “entreguismo” das riquezas, bens e serviços do Estado brasileiro, a “preço de banana” para as transnacionais.

A classe trabalhadora não é boba e já entendeu tudo. O governo frente popular de Dilma, que é uma composição do PT com o PMDB, PCdoB e outros partidos “nanicos” da burguesia, está se mostrando cada vez mais como um governo burguês, que atende aos interesses do imperialismo e reprime violentamente a classe trabalhadora em suas manifestações.

O pior de tudo é que isso é feito com o consentimento velado da burocracia CUTista, que apesar de se declarar contra essa política de ataques e privatizações, não tem a mínima vontade de mobilizar suas bases para se contrapor a política desse governo.

Vimos os sindicatos CUtistas, espontaneamente se dirigirem ao Rio de Janeiro, numa tentativa heroica de impedir o leilão, principalmente a FUP – Federação Única dos Petroleiros – que juntou a sua campanha salarial à luta contra a privatização do pré-sal.

Infelizmente, a burocracia CUTista que já tinha se declarado contra a privatização do pré-sal, não fez nada de concreto para mobilizar, unificar e convocar uma greve geral para impedir o leilão do campo de libra. Uma traição a classe trabalhadora, principalmente aos CUTistas, que mais uma vez vêm atônitos a paralisa da Direção Nacional da CUT.

Somos CUTistas e defendemos a CUT. Mas os CUTistas precisam se organizar em um campo de esquerda que combata a burocracia e o peleguismo que atinge a direção de nossa Central.

Quanto ao governo, não precisamos falar muito do que é esse governo de frente popular. Um governo com cara de esquerda, que implementa a política ditada pelo imperialismo e que por isso mais vai cada vez à direita.

A única saída para a classe trabalhadora brasileira é organizar o campo de esquerda da CUT para combater a direção pelega e construir um Partido Revolucionário, que organize a classe trabalhadora brasileira para que possamos construir um processo revolucionário que derrube o estado burguês e construa uma sociedade socialista.