Lutar contra a repressão é lutar contra o capitalismo

17/09/2013 22:07

 

A polícia brasileira tem uma longa história de violações de direitos humanos. Segundo o 5o Relatório Nacional sobre Direitos Humanos entre 1993 e 2011 pelo menos 22,5 mil pessoas foram mortas em confronto com as polícias paulista e carioca. Uma média de 1.185 pessoas por ano, ou 3 por dia.

 

Todos nós sabemos que as vítimas dessa violência são os pobres e oprimidos. A polícia mata todo dia nas periferias e nas favelas, sobretudo negras e negros, assim como os camponeses e índios por enfrentarem e lutarem contra o latifundiário.

 

Os casos recentes do desaparecimento do pedreiro Amarildo, depois de ser levado a uma unidade da UPP na favela de Rocinha, e o assassinato do funcionário universitário Ricardo, em Santos, são exemplos contundentes dessa opressão policial contra os trabalhadores e trabalhadoras exploradas.

 

Em Junho desse ano os jovens que foram as ruas contra o aumento das passagens do transporte público também enfrentaram essa violência da polícia. No histórico dia 13 de Junho, na Av. Consolação no centro de São Paulo, a polícia militar tinha a ordem – do governador Alckmin com o acordo do prefeito Haddad - de oprimir duramente e acabar com a manifestação. Com bombas de gás e balas de borracha atacaram com toda brutalidade, deixando mais de 200 pessoas feridas e mais de 100 presos.

 

Mas a mídia que se cala ante os assassinatos nas periferias e no campo, agora não pode mais negar o que está acontecendo. A repressão foi a gota d’água, que levou o povo brasileiro ao maior movimento político no Brasil depois de 20 anos.

 

Tudo isso levou a uma discussão sobre o caráter militar e opressor da polícia brasileira. Mas  não podemos confiar nem esperar nada dos políticos e seus partidos. A polícia em nenhum momento se mostrou como “defensora da população”. Ela é um órgão do estado capitalista para oprimir a classe trabalhadora e as comunidades pobres!

 

Nós precisamos construir nosso próprio organismo de defesa. Os camponeses que lutam pela reforma agrária e, as vítimas de violência policial nas favelas e nos bairros da periferia precisam montar seus grupos de defesa contra os ataques assassinos da polícia e de milícias armadas!

 

Também precisamos criar nossos organismos de defesa nas manifestações e de ajuda para assistência aos nossos presos políticos. A fundação do “Comitê contra a repressão” é um passo muito importante nesse sentido! Cada manifestação deve contar com uma equipe de segurança e de assistência jurídica.

 

-        Pela construção de organismos de defesa da classe trabalhadora, constituídos e comandados pelo conjunto dos trabalhadores, homens e mulheres!

-        Pela dissolução da polícia opressora e sua substituição pelos organismos de defesa da classe trabalhadora!

-        Pela investigação de todos os casos de assassinatos e desaparecimentos, e a punição dos assassinos, sob o controle da população atingida!

-        Liberdade imediata a todos os presos políticos!

-        Fora Alckmin, já!