Não vai ter golpe. Vai ter luta!

16/03/2016 22:19

No ultimo dia 13 uma multidão tomou conta das ruas. Liderada pela grande mídia e pelo poder judiciário, marchou com as palavras de ordem Contra a Corrupção, Fora Dilma, Fora PT e Lula na cadeia. Esse movimento não é revolucionário e não representa os interesses da classe trabalhadora. É um movimento de caráter reacionário, que muito nos remete aos episódios dos anos 60 que apoiaram o golpe e a ditadura militar.

Para nós, da classe trabalhadora, o que está em jogo é algo muito além da corrupção, são os nossos direitos e conquistas! A aliança que o PT fez com partidos de direita o  levou a uma política de ataques aos nossos direitos, conquistados com décadas de luta.

Não podemos negar que tivemos importantes políticas sociais de inclusão feitas pelo governo PT nos últimos 13 anos. Políticas que inclusive, incomodaram alguns setores da sociedade acostumados com privilégios e exclusividade como, por exemplo, acesso às universidades. Por outro lado, tivemos a continuidade da política burguesa de lucros recordes dos banqueiros e favorecimento financeiro das multinacionais.

A reeleição de Dilma foi marcada por uma árdua disputa com esses setores que reivindicam seus privilégios de volta, além dos setores mais conservadores, com discurso fascista, homofóbico e machista. Após a eleição, pressionada por essa atmosfera de disputa, Dilma cede ainda mais às chantagens, aprofundando o ataque aos direitos dos trabalhadores, tentando assim, manter a governabilidade.

A aliança com partidos burgueses levou diretamente à corrupção e, no atual mandato, às negociações espúrias com o Congresso na tentativa de evitar o impeachment.

Além das manifestações reacionárias nas ruas, estamos diante de uma pauta também reacionária no Congresso, que vem sendo acordada com o próprio governo. Trata-se do Ajuste Fiscal; Privatização da Petrobrás; entrega do Pré-Sal às multinacionais; Redução da maioridade penal; Estatuto da Família, Lei Antiterrorismo; Privatização das estatais; dentre outros.

O impeachment de Dilma, a prisão de Lula e a completa desmoralização do PT é a pavimentação do caminho para que toda a pauta conservadora do Congresso seja aprovada. Mas não é tudo! Embutido nisso, está o ataque às entidades construídas pela classe trabalhadora, aos movimentos e organizações de esquerda e aos comunistas e socialistas.

O sequestro de Lula pela Polícia Federal, trouxe uma grande indignação e movimentação da classe trabalhadora, até mesmo de sua direção que sempre procurou blindar o governo. Devemos aproveitar esse momento de mobilização para organizar uma frente de luta contra o golpe e em defesa dos direitos conquistados.

Essa frente de luta dá à classe trabalhadora a possibilidade da construção de um novo campo político, com perspectiva revolucionária. Somente assim, com essa perspectiva, teremos a garantia de que esse novo campo não termine adaptado ao capitalismo.

A classe trabalhadora já está construindo sua agenda de lutas: dias 18 e 31 de março, todos às ruas em defesa dos direitos e conquistas e contra o golpe!

  • EM DEFESA DO EMPREGO E DOS DIREITOS DOS TRABALHADORES!
  • CONTRA A REFORMA DA PREVIDÊNCIA!    
  • NÃO AO AJUSTE FISCAL!    EM DEFESA DA PETROBRAS!
  • MOBILIZAÇÃO PERMANENTE CONTRA O GOLPE!         
  •  PREPARAR A GREVE GERAL!
  • TODOS NAS RUAS NO DIA 18 DE MARÇO.
  • TODOS EM BRASÍLIA NO DIA 31 DE MARÇO.

NÃO VAI TER GOLPE. VAI TER LUTA!