“Presidente da CUT avisa: 'Se o Congresso mexer na Previdência, o Brasil vai parar'”

23/11/2017 21:53

O presidente golpista Michel Temer (PMDB) em reunião com deputados da base, ministros e governadores, apresentou no dia 22/11/2017 (4ª feira) o novo texto-base da famigerada reforma da Previdência, tentando aparar arestas e diminuir a resistência ao mesmo. Nessa reunião em que foi servido mais um banquete aos convidados, que com certeza, negociavam propinas e cargos no governo em troca da aposentadoria dos trabalhadores.

O novo texto mantém a idade mínima de 65 anos para homens e 62 para mulheres e o tempo mínimo de contribuição que era de 25 anos, caiu para 15 anos. Porém, na iniciativa privada, com 15 anos de contribuição o trabalhador aposentará com 60% da renda média de contribuição. Já no serviço público, serão necessários 25 anos de contribuição e o servidor aposentará com 70% da média da contribuição. Para se aposentar com 100% da renda média de contribuição serão necessários 40 anos de contribuição. Os professores públicos se aposentarão com idade mínima de 60 anos e os policiais com 55 anos, sem distinção de gênero.

Essas condições acima são mais do que suficiente para deflagrar uma greve geral por tempo indeterminado. Porém, a direção nacional da CUT, maior central sindical da América Latina, parece não entender a gravidade da situação. O presidente da Central, Vagner Freitas, mais uma vez afirma: “Se o Congresso mexer na Previdência, o Brasil vai parar”. Vai parar depois que for aprovada? Então por que não parou depois que a reforma trabalhista foi aprovada?

É incrível como a CUT tem distensionado a luta da classe trabalhadora desde a última greve geral contra a reforma trabalhista. Em um congresso extraordinário da Central, foi tirado a coleta de assinaturas para um Projeto de Lei de revogação da reforma trabalhista. Vemos os militantes CUTistas empenhados na coleta de assinaturas para tal PL, mas não vemos nenhum indício de preparação de outra greve geral para resistir à reforma da previdência.

Mais uma vez, com a apresentação da proposta pelo governo, o presidente da CUT se limita a repetir a cantilena “se o Congresso mexer na Previdência, o Brasil via parar”. Pelo jeito, a aprovação da reforma trabalhista não serviu de lição.

Não temos tempo a perder! Precisamos que sejam marcadas paralisações gerais no país, preparando para a Greve Geral por tempo indeterminado. Só assim, conseguiremos enfrentar esse ataque de frente e impor uma derrota a esse governo golpista e à sua base no Congresso Nacional.

A classe trabalhadora não pode sofrer mais uma derrota! Não podemos esperar até as eleições 2018 para mudarmos o curso da luta. Fazer isso é canalizar a luta para as eleições 2018, o que pode ser um erro fatal. Não podemos acreditar que os golpistas irão arriscar a perda do poder em eleições democráticas. Certamente não teremos eleições 2018 ou, essas eleições serão uma fraude.

A única saída para a classe trabalhadora é a luta!

. Contra a Reforma da Previdência!

. Pela revogação da Reforma Trabalhista!

. Nenhum direito a menos!

. Fora Temer! Fora golpistas!

. GREVE GERAL POR TEMPO INDETERMINADO!