SOMENTE A GREVE E OCUPAÇÃO DA GM PODE GARANTIR OS EMPREGOS.

12/08/2012 00:07

 

A presidente Dilma Rousself esteve em Rio Pardo de Minas, nesta 6ª feira (10/08/12), onde afirmou que o Brasil vai enfrentar a crise mundial garantindo o emprego da população.

"Nós hoje estamos enfrentando uma crise no mundo. O Brasil sabe que vai superar, porque temos os pés no chão. O Brasil sabe que ele vai enfrentar a crise e passar por cima dela, assegurando emprego para todos os brasileiros", disse a presidente (G1.Globo – Política 10/08/12).

Interessante é vermos a contradição do governo Dilma que apesar de garantir isenções fiscais para o setor privado, não é capaz de garantir as demissões em massa. Vimos isso recentemente na General Motors, em São José dos Campos(SP), quando o sindicato precisou convocar uma greve de advertência contra a proposta de demissão em massa da GM e a conivência do governo expressa pelo ministro Mantega. A proposta da empresa era a demissão de 1.840 trabalhadores. A reação dos trabalhadores levou a diretoria do sindicato a uma negociação com a empresa e o governo, e ao final chegou-se a um acordo que prevê férias coletivas, Plano de Demissão Voluntária e demissões. Está garantido a manutenção de 900 postos de trabalho até o dia 30 de novembro. Isto é, de um jeito ou de outro, muitos trabalhadores ficarão desempregados.

Isso mostra a contradição do governo Dilma que faz a declaração de enfrentamento da crise garantindo emprego para todos, mas é incapaz de cobrar dos empresários a contrapartida para as isenções fiscais.

A classe trabalhadora precisa reagir mais intensamente e exigir da CUT que organize uma greve política, uma greve nacional, que cobre do governo Dilma ações que evitem demissões em massa.

Fábricas que recebem isenções fiscais e demitem seus trabalhadores deixam claro que se interessam apenas pelo aumento de seus lucros. Por isso, nessa situação os trabalhadores devem deflagrar greve e ocupar a fábrica, exigindo do governo a estatização da mesma, sob o controle dos trabalhadores. Só assim conseguiremos enfrentar a crise do capitalismo.