VIII MARCHA DA CLASSE TRABALHADORA

08/04/2014 12:25

Mais uma vez a CUT juntamente com outras centrais sindicais convoca a classe trabalhadora para uma marcha.

A convocação e o esforço para a unidade do movimento operário é uma atitude política correta. Avaliamos que as marchas anteriores impediram a conclusão de sérios ataques aos direitos dos trabalhadores.

Para nós, é um absurdo que em um governo do PT, nenhuma dessas marchas foi convocada para apoiar uma medida do governo que atendesse aos interesses da classe trabalhadora. Nem mesmo a pauta de reivindicações entregue ao governo foi atendida em seus pontos.

Precisamos criar um calendário de mobilização e paralisações crescentes que forcem o governo ao atendimento de nossa pauta. Afinal, o governo do PT que não atende as reivindicações da classe trabalhadora, é o mesmo governo que privatiza, repassa verbas públicas às empresas e bancos privados, não faz a Reforma Agrária e aplica uma política que atende ao agronegócio e aos transgênicos. Isso acontece devido ao compromisso que o PT assumiu ao fazer alianças com partidos burgueses, como o PMDB e outros que exigem políticas que atendam à burguesia, que logicamente são contrárias aos interesses da classe trabalhadora. Já passou da hora do PT romper com os partidos burgueses.

Somente um governo operário e camponês, com o apoio da classe trabalhadora, atenderá as reivindicações e avançará em suas conquistas.

  • Pelo rompimento do PT com a burguesia. Fora com o PMDB e os demais partidos burgueses!
  • Reforma agrária, sob o controle dos trabalhadores do campo.
  • Defesa da previdência pública e solidária – revogação das reformas da previdência dos governos FHC e Lula
  • Estatização das empresas e bancos privatizadossob o controle dos trabalhadores.
  • Pelo fim das terceirizações nos serviços públicos e privados.
  • Por uma política de valorização do salário mínimo tendo como meta o valor indicado pelo Dieese.
  • Redução da jornada de trabalho sem redução do salário. 40 horas, já!
  • Verba pública apenas para os serviços públicos. Contra o investimento de verbas públicas nos setores privados.
  • 10% do PIB para a educação pública.
  • 10% do orçamento da União para a saúde pública.
  • Pelo fim das demissões. Estatização, sem indenização, das empresas que promovem demissões em massa.
  • Correção da tabela do imposto de renda. Imposto sobre as grandes riquezas.
  • Não pagamento da dívida pública aos grandes grupos capitalistas.
  • Expropriação sem indenização de terrenos e imóveis destinados a especulação imobiliária.
  • Defesa do transporte público e de qualidade – estatização sob o controle dos trabalhadores e usuários, com a massiva redução da tarifa.