Do golpe à fraude eleitoral

29/10/2018 13:08

O fascista Jair Bolsonaro venceu as eleições no segundo turno com 55,5% dos votos válidos. Mas essa não foi uma vitória comum, ela representa a continuidade do golpe que derrubou a presidente Dilma (PT). Os golpistas precisavam vencer as eleições para dizer ao mundo que se trata de um governo legítimo, eleito nas urnas e representando a vontade do povo brasileiro.

Essas eleições já começaram com uma grande fraude, que foi a condenação sem provas de Lula, a maior liderança popular do país. Fizeram isso para tirar Lula da disputa e não correrem o risco de novamente perderem a disputa eleitoral para o PT. Diante dessa manobra fraudulenta, o PT lançou a palavra de ordem “eleição sem Lula é fraude” aglutinando toda a militância. Compreendemos que foi uma bandeira correta diante do quadro político que vivemos. Denunciar ao mundo o golpe no Brasil e não legitimar o processo eleitoral. No entanto, o Partido decidiu entrar na disputa, com Haddad candidato e Manuela D’Avila do PCdoB de vice. Com apenas um mês de campanha, Haddad/Manuela cresceram nas pesquisas chegando ao segundo turno.

Porém, o golpe que derrubou Dilma Roussef, articulado com a mídia brasileira, criou um ódio antipetista amplamente disseminado na população. Esse mesmo ódio gerou a onda de caráter fascista na qual surfou Jair Bolsonaro e seus aliados, inclusive militares, levando-os à vitória nessas eleições.

Portanto, temos que deixar bem claro que o próximo governo do Brasil, continuará a ser um governo golpista, resultado de uma fraude muito bem tramada inclusive com o Poder Judiciário, que desde o início do golpe deixou claro que não era imparcial, ao contrário, trata-se de um Judiciário golpista.

A classe trabalhadora não saiu derrotada, pois, juntamente com as mulheres que criaram um dos maiores movimentos contra Bolsonaro, que ecoou pelo mundo, a juventude, LGBTQ e negros ocuparam as ruas das principais cidades do país para barrar o candidato fascista. A drástica queda na diferença de votos nesse segundo turno (10%) mostra o quanto essa luta foi importante. Isso significa que, mesmo que o futuro presidente tenha um grande apoio dos fascistas nas ruas, a classe trabalhadora também estará nas ruas fazendo a resistência.

Quanto ao PT, principal partido operário do país, que foi duramente atacado pela mídia e pelos golpistas durante os últimos 4 anos, não se esfacelou como eles queriam e imaginavam, pelo contrário, se fortaleceu politicamente e agora, só depende da política que será implementada por sua direção.

A classe trabalhadora, não deve abrir mão da resistência.  Agora a luta será mais acirrada, mas não abaixaremos a cabeça para Bolsonaro e seus seguidores fascistas. Devemos continuar criando comitês de mobilização e de organização da autodefesa da classe trabalhadora. A Resistência já está se formando e Boulos já faz a convocação para a formação de uma frente ampla com ato marcado para dia 30/10. Sejamos resistência! A luta apenas começou!

Nenhum direito a menos!

Contra as privatizações!

Contra a reforma da previdência!

Em defesa das liberdades democráticas!

FORA BOLSONARO!