O Senado aprova a Reforma da Previdência sem resistência

06/10/2019 15:02

Na terça-feira, 01/10, o Senado aprovou a Reforma da Previdência. Temos que destacar que esse é mais um grande ataque contra a classe trabalhadora desde o golpe que derrubou a presidente Dilma Rousseff (PT). Nesse contexto precisamos avaliar que o atual governo é ilegítimo, pois foi eleito com base em uma fraude judiciária que levou o ex-presidente Lula para a prisão, impedindo-o de se candidatar e também com campanhas ilegais, através de mensagens de whatsapp, constituídas de fakenews. Representa a continuidade do golpe.

Esses golpistas, que se instalaram no governo com Temer (MDB) e aprofundaram o golpe contra a classe trabalhadora elegendo o protofascista Jair Bolsonaro (PSL), estão transformando o país em “terra arrasada”. A reforma da previdência fará com que o povo explorado trabalhe por muito mais tempo e que o valor de sua aposentadoria seja bem menor que o salário. É a destruição da previdência pública e solidária, como conhecemos atualmente.

Mas, o que seria uma derrota, na verdade trata-se de uma tragédia. Isso porque não houve resistência incisiva, constante, da classe trabalhadora como aconteceu em 2017. Os partidos de esquerda e as centrais sindicais não organizaram um calendário de lutas que possibilitasse a mobilização dos trabalhadores para deflagrar uma greve geral, que sequer foi convocada.

É um cenário muito preocupante e, como disse Trotsky: “a crise da classe trabalhadora reduz-se à crise da direção...”. Nessa conjuntura de profundos ataques aos direitos da classe trabalhadora e, também às suas organizações sindicais e partidárias, avaliamos que o PT e a CUT, que são suas principais referências, não cumpriram o devido papel de organizar e mobilizar a classe trabalhadora. Essas lideranças, presas no burocratismo, deixam as bases à deriva, enquanto o governo Bolsonaro e seus aliados na Câmara e no Senado acabam com o país e com os direitos dos trabalhadores.

Teremos ainda a votação em 2º turno, no Senado, mas dificilmente teremos condições de reverter o processo de destruição da previdência. É preciso sair da inércia. É urgente construir uma forte resistência ao governo Bolsonaro e seus aliados. Precisamos mobilizar pelas bases, construindo os Comitês de Resistência e cobrando das direções dos partidos de esquerda e das centrais sindicais que convoquem paralisações e greve geral, espalhando a resistência por todo o país. Só assim conseguiremos derrotar o governo Bolsonaro e constituir um verdadeiro governo dos trabalhadores, sem alianças espúrias com a burguesia.

Devemos lutar para resistir aos próximos ataques e também, exigir a revogação de todos os ataques às liberdades democráticas e aos direitos e conquistas dos trabalhadores; e a reestatização de todas as privatizações realizadas no país. Exigimos também a distribuição de riquezas, através de uma reforma tributária que taxe as grandes riquezas e heranças, que acabe com as isenções das multinacionais e transnacionais; o fim da terceirização e precarização do trabalho; o fim do pagamento da dívida e pela aplicação da verba na recuperação dos serviços públicos, principalmente Educação e Saúde; a criação de frentes de trabalho para absorver os trabalhadores desempregados; política de valorização do salário mínimo, para que o eleve ao valor do salário calculado pelo Dieese; a anulação dos processos da operação “lava-jato” que perseguiram e condenaram ilegalmente lideranças de esquerda e principalmente o ex-presidente Lula. LULA LIVRE!

 

Liga Socialista – Construindo a seção brasileira da Liga pela 5ª Internacional